Estruturas metálicas e galvanização

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28/02/2013

Copa estruturada em aço galvanizado

Copa estruturada em aço galvanizado

A Copa Mundial de 2014 deverá ser um marco no reconhecimento das vantagens do uso de estruturas e componentes de aço galvanizado na construção civil.

 

O compromisso assumido pelo Brasil para sediar a Copa Mundial de Futebol em 2014 levanta dúvidas sobre a possibilidade de reformar ou construir um número considerável de estádios, além de toda a infraestrutura requerida para acolher milhares de visitantes de todo o mundo, em apenas cinco anos. O Brasil, conhecido mundialmente como “o país do futebol”, tem um enorme desafio pela frente, que é o de organizar um evento digno dessa fama. No que se refere à construção civil, o de estruturas de aço deve ter um papel fundamental no cumprimento desse prazo. “A utilização de estruturas e elementos mecânicos na construção civil tem como principal vantagem a possibilidade de cumprir rigorosamente os prazos estabelecidos”, afirma o engenheiro metalúrgico Rogério Calino Vasconcellos, gerente de marketing e desenvolvimento de mercado da Votorantim Metais Zinco.

 

Ele explica que, antes mesmo de surgir o desafio de sediar a Copa de 2014, já estava ocorrendo uma evolução na substituição do concreto pelo aço, devido precisamente às vantagens no que se refere ao prazo e à qualidade. “Agora, isso fica mais evidente em função da exigência de construir edificações sob critérios rigorosos de qualidade, como os da Fifa”, observa Vasconcellos.

 

Ele explica que a galvanização é um processo muito ágil e, portanto, pode facilitar a aceleração das obras ou o acompanhamento do cronograma de construção dos estádios e das inúmeras obras de infraestrutura que serão requeridas. “As estruturas metálicas têm um papel muito importante quando se fala em infraestrutura, não somente na construção de arenas, como as que foram construídas para a Copa da Alemanha e as que estão sendo construídas na África do Sul. Há também a construção de metrôs e das estradas, que exigem a instalação de defensas, que precisam ser de aço galvanizado”, diz Rogério Vasconcellos.

 

E se de cumprir prazos exíguos se trata, ele garante que a indústria nacional está preparada para atender a essa demanda em volume e qualidade. “As indústrias siderúrgicas instaladas no Brasil têm um padrão de qualidade equivalente ao dos melhores produtores mundiais e uma boa margem de capacidade produtiva disponível. Os processos de galvanização que elas utilizam são referências internacionais e há também um bom número de galvanizadores estrategicamente distribuídos no Brasil, que poderão atender à demanda de todas as regiões, o que reduz o custo da logística”, relata o engenheiro Vasconcellos

Ele admite, porém, que ainda não é possível avaliar com precisão o volume de aço a ser demandado por conta das obras que serão feitas para a Copa de 2014, mas uma estimativa preliminar aponta um aumento em torno de 30% na demanda atual de estruturas e elementos mecânicos. “Isso não é pouco. As perspectivas são muito positivas e, do ponto de vista de capacitação técnica e de capacidade de produção, o setor está muito bem preparado”, reitera Rogério Vasconcellos.

 

Sobre a tradição da construção civil brasileira voltada ao uso do concreto estrutural, o gerente de Marketing da Votorantim Metais Zinco afirma que existe ainda um problema cultural, que precisa ser mudado, que leva em conta os custos imediatos, que são mais elevados. “Mas nós precisamos pensar que, no longo prazo, o uso de aço galvanizado é mais econômico porque amplia substancialmente o prazo entre as manutenções. A recuperação ou manutenção de uma obra, como o uso de aço não galvanizado, precisa ser feita num prazo de três a cinco anos. Já no caso do aço galvanizado, essa manutenção só precisa ser feita num prazo entre 15 e 20 anos. Estamos falando de um custo de manutenção entre 3 e 4 vezes maior”, observa Vasconcellos. “A Copa de 2014 promete alavancar essa mudança cultural quanto ao uso de aço galvanizado, expondo as vantagens no cumprimento de prazos de entrega e na economia que oferece no longo prazo.”

 

Fonte: Siderurgia Brasil — Edição 55

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