Estruturas metálicas e galvanização

Notícias

15/08/2013

Estrutura mista de concreto e aço

Estrutura mista de concreto e aço

 

A Copa do Mundo no Brasil trouxe oportunidade para muitos negócios, especialmente os ligados ao setor da construção civil. Com a necessidade de fornecer infraestrutura para abrigar a competição, inúmeras obras saíram do papel. A busca por resultados rápidos chamou a atenção para a utilização de estruturas metálicas. Elas estão presentes em praticamente todos os estádios que estão sendo preparados para 2014.

 

A oportunidade, entretanto, não bate na porta dos empresários. É preciso ideias criativas e atitude para buscar um bom negócio. Foi isso que um grupo de executivos e empresários de Minas Gerais fez para desbancar a concorrência externa e fechar um negócio que pode se tornar uma referência em recuperação de edificações utilizando concreto e aço.

 

Tudo começou quando o engenheiro Euler de Oliveira Guerra, procurou o antigo professor da faculdade, Afonso Henrique Mascarenhas de Araujo, que hoje é Conselheiro Diretor da ABCEM. O ex-aluno, de olho nas obras para a Copa, fez um desafio. Fazer a cobertura do estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, sem alterar suas características originais. A grande questão era como fazer a antiga estrutura suportar uma extensão da cobertura de 29 para 55 metros, feita de uma treliça de tubos de aço.

 

A solução foi trabalhar a estrutura de concreto em conjunto com a estrutura metálica, estabelecendo novos cálculos para as diferentes tensões que surgiriam. “Vi a possibilidade de macaquear as colunas do estádio para estabelecer uma tensão próxima de zero, fazer uma propensão nas vigas de balanço e, nesta fase, incorporar a estrutura metálica para depois retirar o macaco”, explica Afonso Henrique.

 

E foi com este conceito que os estudos começaram. A Engserj, que há anos fazia periodicamente um acompanhamento da vibração do Mineirão, foi a responsável pelo projeto. Os engenheiros Euler de Oliveira Guerra, Aécio Freitas Lira, Filipe Moreira Guedes e Antonio Sérgio de Rezende, trabalharam durante vários dias estudando a antiga estrutura do estádio, calculando e fazendo simulações, inclusive para verificar a tensão que o vento faria na cobertura. O arquiteto Gustavo Penna, responsável pelo projeto de restauração, acompanhou tudo de perto e participou de todo o processo de discussão.

 

Quando o projeto foi entregue para o consórcio Nova Arena responsável pela obra de restauração, os consultores responsáveis pela avaliação descartaram o projeto concorrente de uma empresa alemã e optaram pelo jeitinho mineiro de resolver a implantação da cobertura. O projeto estrangeiro previa a instalação de colunas de aço, o que alteraria as características originais do Mineirão, poderia criar pontos cegos para os torcedores e teria que esperar a arquibancada ficar pronta para ser realizado. “A nossa proposta oferecia custo menor e obra mais rápida”, conclui Afonso Henrique. A ideia de BH permitiu que a construtora continuasse o trabalho em outras áreas enquanto a cobertura era feita e manteve a característica original do gigante da Pampulha, mas agora sem chuva e sol para os torcedores, como determina a FIFA.

 

A instalação da nova cobertura demorou 60 dias. Depois de reforçada a estrutura, as treliças de tubos de aço foram içadas com guindastes e instaladas no concreto em uma chapa de aço. Depois, foi só colocar a segunda treliça e a cobertura autolimpante.

 

O Mineirão foi o segundo estádio da lista da Copa do Mundo a ser entregue. A V&M Brasil, onde trabalha o engenheiro Afonso Henrique que acompanhou todo o processo, da concepção a realização, foi a responsável pelo fornecimento dos tubos de aço. Para o Mineirão foram 1.500 toneladas de tubos sem costura em aço resistente à corrosão. A empresa também forneceu material para outras obras da Copa (veja tabela). O engenheiro Afonso Henrique comemora. “É uma obra que é um marco. É uma evolução muito grande se nós pensarmos em tubo para a construção metálica”.

 

A participação da V&M Brasil dentro do processo de restauração do Mineirão demonstra que os negócios precisam ser observados amplamente, em toda a cadeia produtiva. “Estamos preparados para apoiar engenheiros, arquitetos, projetistas, calculistas e fabricantes. Para a empresa, se não investir, não vai abrir mercado, por isso entrou nesse processo de criar uma cultura e tem sido corajosa em suas ações”, avalia Afonso Henrique.

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